segunda-feira, 24 de junho de 2013

DARPA desenvolve mão robótica como a de Luke Skywalker


Pessoas que perderam seus membros, como braços e pernas, podem um dia recuperar a sensação real de encostar em objetos, graças à DARPA e pesquisadores da Case Western University. Eles criaram o que antes só existia em filmes de ficção científica: uma tecnologia que pode devolver a capacidade de sentir, utilizando o que está sendo chamado de Flat Interface Nerve Electrode (FINE).
RE-NET, programa no qual esta tecnologia foi desenvolvida, estuda a longevidade e viabilidade de interfaces neurais conectadas diretamente ao cérebro. Este eletrodo provê a resposta sensorial direta, por ficar ligado aos nervos reais que permaneceram intactos no membro do paciente.
Então, em vez de depender de um feedback visual, como acontece nas próteses convencionais, tudo o que a pessoa precisa é simplesmente sentir ou tocar o objeto em questão. Em outras palavras, o usuário recebe os impulsos elétricos que os sensores do braço robótico registram ao entrar em contato com qualquer superfície. Para o cérebro, trata-se de uma mão de verdade.
Soa familiar certo? Eu disse. É praticamente a mesma coisa que aconteceu com Luke no Episódio V, quando ele recebeu uma mão biônica.
“Com o programa RE-NET a DARPA assume a missão de dar aos veteranos que foram feridos nas guerras as próteses mais avançadas que nossa tecnologia pode criar” – disse Jack Judy, coordenador do estudo. E completa: “Esperamos que estas habilidades de controle e resposta sensorial possam aumentar e que isso se torne algo amplamente disponível no futuro.”
Vale lembrar que existem vários projetos relacionados à próteses assim, alguns até bem avançados, mas nenhum tinha conseguido devolver a sensibilidade com este nível de precisão.
Veja abaixo um vídeo publicado hoje, que mostra os testes com o braço robótico:
De qualquer forma, o grupo deixou claro que vai continuar a avaliar este tipo de programa somente até 2016. Vamos esperar que uma solução comercial seja criada antes disso.

sábado, 1 de junho de 2013

Próteses Personalizadas, viram verdadeiras obras de arte



Não são nada convencionais as próteses projetadas pelo Técnico Wagner Mathias da Ortopedia Fubelle de CampinasHoje muito usado por pessoas que gostam de marcar sua personalidade em suas próteses. O objetivo do projeto é oferecer um serviço personalizado para as próteses se destacarem como uma obra de arte única. Suas peças são criadas sob medida e ajudam a manter a autoestima do paciente refletindo a personalidade do usuário. 


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Como funciona a prótese de mão que poderia ser do Exterminador do Futuro


Ver uma prótese de mão totalmente articulada se mexer com sua sua ampla gama de movimentos é sempre fascinante. Nós já vimos a prótese de mão beBionic v3 em ação antes; agora, podemos ver todos os seus movimentos em detalhe. Veja como ela consegue lidar até mesmo com tarefas diárias banais, algo difícil para mãos robóticas, mas essencial para humanos. Afinal de contas, isto não é uma mera demonstração: é um dispositivo destinado a melhorar a vida de alguém. A beBionic demonstra os 14 padrões e posições da prótese de mão v3, e o mais importante: como ela pode ser usada para fazer de tudo, como passar manteiga no pão, usar um mouse de computador, e até resolver um cubo mágico. A mão possui uma função de controle que a deixa delicada o suficiente para segurar um ovo, mas bruta o bastante para esmagá-lo com 140N de força; um conjunto de microprocessadores monitora cada dedo. E você consegue enviar comandos para a mão porque ela “lê” os impulsos elétricos dos nervos que restaram do membro amputado. A mão é feita de fibra de carbono e pesa entre 550 e 600 gramas, dependendo do tamanho e das opções embutidas. Fora isso, não há nada de chamativo – como parar uma bala de revólver usando a mão, ou esmagar uma bola de bilhar – porque para alguém que perdeu um braço, só mexer a xícara de café com uma colher pode ser incrível.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ottobook lança nova Cadeira de Rodas para usuários Ativos



Em evento realizado em São Paulo, que reuniu profissionais da área da saúde, representantes de instituições ligadas as pessoas com deficiência, a Ottobock lançou a cadeira de rodas Ventus – um produto criado pela empresa para atender especialmente as necessidades do consumidor brasileiro.
O principal negócio da Ottobock, tanto no Brasil como na América Latina, é o desenvolvimento de próteses e de componentes relativos. Mas, há três anos, a companhia iniciou projetos no segmento de cadeira de rodas e de lá para cá vem se aperfeiçoando no setor.
“Percebemos a oportunidade de trazer um produto de qualidade para o usuário de cadeira de rodas aqui no Brasil. Para tanto, avaliamos o mercado e que tipo de produtos e conceitos poderíamos trazer. A Ventus é o primeiro produto desenvolvido na matriz da Ottobock (na Alemanha) de acordo com as especificações do mercado brasileiro. Nós discutimos com terapeutas, com profissionais envolvidos nesse segmento e com usuários para saber qual era a demanda, o que já existia e o que estava faltando para atender melhor o consumidor brasileiro”, diz o Diretor da Ottobock para América Latina, Wilson Zampini.
A cadeira foi desenvolvida para atender, de forma mais adequada, o usuário ativo, que busca uma cadeira que proporciona mais agilidade para ele no dia-a-dia. “A partir daí surgiu a Ventus que esta chegando ao mercado para ser uma solução que se adequa a realidade brasileira também em termos de custo e ao mesmo tempo é uma cadeira com a mesma qualidade e durabilidade de um produto internacional. Com isso, temos a certeza de que a Ventus será uma alternativa para o usuário de cadeira de rodas e ao mesmo tempo irá contribuir com o mercado em geral, pois fará com que outros fabricantes de movimentem nessa direção.”
A cadeira de rodas Ventus é totalmente configurável, com peso estrutural abaixo de 8 Kg e um peso total de cerca de 11 Kg, para um tamanho 40x40cm. Além disso, 14 opções de cores estão disponíveis para a escolha do usuário. “As principais características dessa cadeira são funcionalidade, qualidade, opções e acessórios são divisores de água em seu segmento. Com a Ventus foi desenvolvida uma cadeira de rodas ativa, moderna, com equipamentos de qualidade máxima e com design atraente”, conclui o gerente comercial da Ottobock do Brasil, Ricardo Oliveira.



Caso queiram conhecer este produto mais de perto, faça-nos uma visita a:

FUBELLE PREMIUM
Rua Conceição, n. 242, Centro 
Campinas / SP,
Fones: (19) 2513-5118 e 2513-5346
site: www.ortopediafubelle.com.br
e-mail: comercial@fubellepremium.com.br

Temos em várias medidas, em várias opções de cores e o melhor preço do mercado.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

PRIMEIRO IMPLANTE DE PRÓTESE ROBÓTICA CONTROLADA PELO PENSAMENTO
















Os impulsos elétricos que vêm pelos nervos do paciente serão capturados por uma interface neural que os enviará através do implante de titânio, tornando o equipamento uma prótese biônica verdadeira. [Imagem: Integrum]



Muitos cérebros

Já está agendada a primeira cirurgia para implantar em um paciente um braço robótico controlado pelo pensamento.
O implante será feito até Janeiro na Universidade de Chalmers, na Suécia, pelo grupo do Dr. Max Ortiz Catalan.
A cirurgia será um marco longamente esperado de uma área tipicamente multidisciplinar que, além dos cirurgiões, reúne neurologistas, roboticistas, engenheiros de diversas especialidades, programadores de computador e matemáticos.
"Nossa tecnologia ajudará os amputados a controlar um membro artificial de forma muito parecida com o que eles faziam com sua mão ou braço naturais, usando os próprios nervos e músculos remanescentes," disse Catalan.



Prótese com controle neural

Desde os anos 1960 existem próteses controladas pelos impulsos elétricos dos músculos, mas a tecnologia de controle parece não ter progredido desde então.
Isto fez com que recentemente uma associação médica europeia lançou um manifesto afirmando que era inaceitável a qualidade atual das chamadas próteses robóticas:
O problema é que existem mãos e braços robóticos muito precisos e avançados, mas é muito difícil controlá-los, o que impede que elas virem próteses de fato e cheguem aos pacientes.
Por isso foi preciso esperar tanto tempo até que fosse possível receber diretamente os impulsos do cérebro.



Biomecatrônica

"Nós desenvolvemos uma nova interface bidirecional com o corpo humano, juntamente com um sistema de controle intuitivo e natural," disse Catalan.
Outra exigência para um funcionamento mais suave das próteses robóticas foi a osseointegração - em vez de ser conectada ao braço por um soquete, a prótese será ligada diretamente aos ossos do paciente por meio de um implante de titânio.
"A osseointegração é vital para o nosso sucesso. Nós agora estamos usando a tecnologia para conseguir um acesso permanente aos eletrodos que serão ligados diretamente aos nervos e músculos," explicou o pesquisador.
Atualmente, os eletrodos que captam os sinais elétricos são postos sobre a pele, o que altera os sinais conforme a pele se move ou o usuário transpira. O resultado é tão ruim que 50% dos pacientes que experimentam as atuais próteses robóticas desistem de usá-las.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Ultraman


Paratriatleta norte-americano vem ao Brasil para participar de ultramaratona realizada em trilhas no interior de São Paulo

O norte-americano Andre Kajlich, que perdeu as pernas em um acidente no metrô de Praga







O norte-americano Andre Kajlich, que perdeu as pernas em um acidente no metrô de Praga
RESUMO :

O paratriatleta norte-americano Andre Kajlich, 33, será o primeiro cadeirante a participar da ultramaratona em trilha Brazil 135, que tem um percurso de 217 quilômetros na serra da Mantiqueira e começa hoje em São João da Boa Vista (SP), e vai até domingo. Atropelado por um trem no metrô de Praga na manhã de 7 de dezembro de 2003, ele perdeu a perna esquerda e teve a direita amputada pouco acima do joelho.
Foi numa madrugada de dezembro de 2003, eu tinha 24 anos. Recebi meus amigos em casa, em Praga, onde eu estudava química. Fiz burritos para a turma e depois fomos para a balada, ficamos na rua a noite toda.
Finalmente nos despedimos, disse tchau para um amigo e acordei três semanas depois, em uma cama de um hospital, sem as duas pernas.
Ninguém sabe exatamente o que aconteceu. Eu tinha caído nos trilhos do metrô, o condutor me viu, mas não pôde fazer nada. Um trem inteiro passou por cima de mim.
Quando me tiraram dos trilhos, eu estava praticamente morto, sem pressão. Mesmo assim, eles foram capazes de me salvar. Quebrei um braço, várias costelas, tive os pulmões perfurados, o fígado foi atingido. Perdi toda a perna esquerda, não sobrou nada, e a direita foi amputada acima do joelho.
Antes do acidente, eu praticava esportes para me divertir. Gostava de futebol, golfe, esqui, snowboarding, windsurf. Adorava experimentar coisas novas.
Depois, fiz um trabalho de reabilitação e consegui voltar a ter vida social, estudar -completei o curso em Praga. Em 2008, já de volta aos EUA, me falaram do triatlo e eu participei de uma prova de revezamento. Foi muito bom sentir o coração batendo forte novamente. Fui em frente.
Eu não corro. Com esse nível de amputação, andar já é incrivelmente difícil. Correr, esqueça. No triatlo, não uso a prótese na natação, os braços fazem força e carregam o resto do corpo.
Em geral, nas competições bem organizadas, quando a gente sai da água há dois homens que nos pegam e colocam em uma cadeira de rodas comum. Com ela, vou até a área de transição e pego a bicicleta em que a gente "pedala" com as mãos. A terceira parte faço na cadeira de rodas de corrida.
Passei a treinar e consegui me classificar para competir no Ironman de Kona, no Havaí, o mais importante do mundo. São 3.800 m de natação, 180 km de bicicleta (no meu caso, bicicleta de mão) e uma maratona (42,145 km), na cadeira de rodas de corrida. Também participei do Mundial de triatlo, em Pequim. Fui prata.
Com as conquistas, hoje tenho alguns apoiadores. No início, eram só a família e os amigos. É tudo muito caro: só as próteses que uso custam mais de US$ 100 mil (mais de R$ 200 mil).
Eu ouvi falar da Brazil 135 em um programa de rádio, nos EUA, e fiquei curioso. Será minha primeira corrida em trilha, não sei o que pode acontecer. Fiz alguns treinos em montanhas nos EUA, em neve, gelo e barro, e me saí bem com essa cadeira especial que montamos.
Basicamente, as rodas de trás são de mountain bike e a roda da frente é de uma bicicleta infantil.
O que me preocupa são as montanhas. Há trechos curtos muito íngremes, em que a gente pode chegar ao esforço máximo e ficar exausto muito rapidamente. Talvez eu tenha de sair da cadeira e puxá-la nesses momentos...
É nesses grandes desafios, cheios de incertezas, que se aprende mais. Hoje vejo meu acidente de uma forma muito positiva, por causa das poderosas experiências de vida.